“E eu não sei pedir. Meu Deus, eu não sei pedir ajuda. Nunca gostei de depender dos outros. E tem mais: não consigo dizer eu-preciso-de-você-agora. Sei que é simples, mas não sai. Algo me trava, a voz não sai. Tenho um orgulho que não me deixa. Acho que tenho que ser a fortona do pedaço, que consigo me reconstruir, me levantar sem dar a mão para ninguém. Não gosto de admitir nem assumir fraquezas nem de demonstrar a minha própria fragilidade. As pessoas fazem SOS a todo instante. Choram, pedem, imploram, suplicam. Não consigo. Para mim isso é traição. Não consigo chegar para a outra pessoa e falar tô-acabada-tô-precisando-não-vou-conseguir-sozinha. Sinto um terror só de pensar.”
“Acostuma-se. Ele vai e resolve aparecer, assim do nada, com palavras que ele sabe que de algum modo mexe com os meus sentimentos.”
“Prefiro não dar um nome a isso. Prefiro não confundir as coisas. Na verdade eu prefiro não sentir, mas já que sinto. É melhor eu ter certeza primeiro.”
“Ela tinha lá seus defeitos, suas birras, suas manias e suas loucuras. Quase sempre me irritava e de vez em quando me decepcionava. Por ela já chorei, me machuquei, me magoei… E garanto que faria tudo isso outra vez. A gente briga, briga muito, briga o tempo todo. E dói. Como dói. Podemos ficar sem nos falar dias, meses e quem sabe anos. Mas se ela voltar e disser “Sinto a sua falta”, vou me perguntar “Porque é mesmo que estamos brigadas?” E é desse jeito mais torto, mais errado e mais contrário que eu a amo.”
“A vida nos ensina a amar, e nos ensina a chorar. Pode ser irônico, mas a verdade é que você não sabe o valor do amor até chorar por ele.”